Fonte: www.itaucultural.org.br

Alfredo Volpi (Lucca, Itália 1896 - São Paulo SP 1988) muda-se com os pais de sua cidade natal para São Paulo em 1897. Trabalha como marceneiro-entalhador e encadernador e torna-se pintor-decorador em 1912. Realiza decoração mural, em 1918, do Hospital Militar do Ipiranga, com o pintor Alfredo Tarquínio. Em 1935, participa da formação do Grupo Santa Helena com Fulvio Pennacchi (1905-1992), Mario Zanini (1907-1971), Manoel Martins (1911-1979), Humberto Rosa (1908-1948), Clóvis Graciano (1907-1988), Francisco Rebolo (1903-1980), Rizzotti (1909-1972), Ernesto de Fiori (1884-1945), Vittorio Gobbis (1894-1968), Rossi Osir (1890-1959) e Bonadei (1906-1974). No ano seguinte participa da formação do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo. Integra a Família Artística Paulista com Rebolo, Bonadei e outros. Sua produção inicial é figurativa, destacando-se as marinhas executadas em Itanhaém, em São Paulo. Mantém contato com o pintor Emídio de Souza (1868-ca.1949). Em 1940, ganha o concurso promovido pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com trabalhos realizados a partir dos monumentos das cidades de São Miguel e Embu e encanta-se com a arte colonial, voltando-se para temas populares e religiosos. Realiza trabalhos para a Osirarte, de Rossi Osir. Passa a executar, a partir da década de 50, composições que gradativamente caminham para a abstração. É convidado a participar, em 1956 e 1957, das Exposições Nacionais de Arte Concreta e mantém contato com artistas e poetas do grupo concreto. Recebe em 1953 o prêmio de Melhor Pintor Nacional, dividido com Di Cavalcanti (1897-1976), Prêmio Guggenheim, em 1958; melhor pintor brasileiro pela crítica de arte do Rio de Janeiro em 1962 e 1966, entre outros.

NASCIMENTO/MORTE
1896 - Lucca (Itália) - 14 de abril
1988 - São Paulo SP - 28 de maio

LOCAIS DE VIDA
1897/1988 - São Paulo SP - Vem para o Brasil com seus pais, fixando-se em São Paulo

FORMAÇÃO
Autodidata. Volpi jamais admitiu a influência de pintores ou movimentos sobre sua arte, mas alguns críticos apontam referências do pintor italiano Ernesto De Fiori em obras do fim da década de 30 e início da década de 40

VIAGENS
1938c. - Itanhaém SP - Vai, durante três anos, toda semana para Itanhaém. Produz numerosas marinhas e conhece o pintor Emgydio de Souza
1950 - Europa - Realiza única viagem à Europa, acompanhado por Mario Zanini e Rossi Osir. Permanece quase seis meses na Itália
1954 - Bahia - Viaja com Theon Spanudis

HOMENAGENS/TÍTULOS/PRÊMIOS
1937 - São Paulo SP - Recebe Medalha de bronze do Museu Paulista de Belas Artes
1941 - São Paulo SP - Prêmio de melhor trabalho para os monumentos de São Miguel e Embu
1953 - Recebe o Prêmio de Aquisição da Unesco
1958 - Estados Unidos - Recebe o Prêmio Guggenheim
1962 - Rio de Janeiro RJ - Melhor pintor brasileiro pela crítica de arte
1966 - Rio de Janeiro RJ - Melhor pintor brasileiro pela crítica de arte
1971 - Rio de Janeiro RJ - Recebe o Golfinho de Ouro pela melhor exposição realizada em 1970, no MIS/RJ
1973 - São Paulo SP - Recebe da Cãmara Municipal de São Paulo a Medalha Anchieta
1973 - Brasil - Recebe o títuto de Grão Mestre da Ordem do Rio Branco
1973 - Itália - Recebe o títuto de Comendador da Ordem do Mérito da República Italiana
1973 - São Paulo SP - Recebe prêmio da APCA
1973 - São Paulo SP - Recebe o prêmio Personalidade Global do Governo do Estado
1975 - Recebe a medalha Pero Vaz de Caminha e a placa de prata Phillips do Brasil
1975 - Olívio Tavares de Araújo realiza o documentário Alfredo Volpi
1976 - São Paulo SP - Recebe a Ordem do Ipiranga e é homenageado na Câmara Municipal de São Paulo
1977 - Recebe o troféu Personalidade Global, outorgado pelo jornal O Globo e pela Rede Globo de Televisão
1977 - Recebe o diploma Bandeirante do Brasil, conferido pelo Instituto Nacional de Expansão Cultural
1977 - São Paulo SP - É homenageado com o Troféu Francisco Matarazzo Sobrinho, no Centro Cultural Francisco Matarazzo Sobrinho
1978 - Recebe medalha de prata de Legião de Honra Giuseppe Garibaldi
1983 - São Paulo SP - Recebe Medalha Paulista, em homenagem da Paulistur
1986 - Nova York (Estados Unidos) - Prêmio de Artes Plásticas Gabriela Mistral, da Organização dos Estados Americanos

EVENTOS PÓSTUMOS
1988 - São Paulo SP - 15 Anos de Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Fundação Mokiti Okada
1988 - Rio de Janeiro RJ - Hedonismo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria Edifício Gilberto Chateaubriand
1989 - Fortaleza CE - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos, no Espaço Cultural Unifor
1989 - Rio de Janeiro RJ - Geometria sem Manifesto, no Gabinete de Arte Cleide Wanderley
1989 - Copenhague (Dinamarca) - Brasilianske Billedrytmer, no Charlottenborg
1990 - São Paulo SP - Coerência - Transformação, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud
1992 - Rio de Janeiro RJ - A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - Poços de Caldas MG - Arte Moderna Brasileira: acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, na Casa de Cultura de Poços de Calda
1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus
1992 - Sevilha (Espanha) e Paris (França) - Latin American Artists of the Twentieth Century, na Estación Plaza de Armas e no Centre Georges Pompidou
1992 - São Paulo SP - O Olhar de Sérgio sobre a Arte Brasileira: desenhos e pinturas, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade
1992 - São Paulo SP - Primeiro Aniversário da Grifo Galeria de Arte, na Grifo Galeria de Arte
1993 - São Paulo SP - 100 Obras-Primas da Coleção Mário de Andrade: pintura e escultura, no IEB/USP
1993 - São Paulo SP - A Arte Brasileira no Mundo, Uma Trajetória: 24 artistas brasileiros, na Dan Galeria
1993 - Rio de Janeiro RJ - Brasil, 100 Anos de Arte Moderna, no MNBA
1993 - Rio de Janeiro RJ - Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB
1993 - Colônia (Alemanha) e Nova York (Estados Unidos) - Latin American Artists of the Twentieth Century, no Kunsthalle Cologne e no MoMA
1993 - São Paulo SP - O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pesp
1993 - São Paulo SP - Representação: presenças decisivas, no Paço das Artes
1993 - São Paulo SP - Volpi: projetos e estudos, em retrospectiva: as décadas de 40-70, na Pesp
1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal
1995 - São Paulo SP - O Grupo Santa Helena, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP
1996 - São Paulo SP - Desexp(l)os(ign)ição, na Casa das Rosas
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1996 - São Paulo SP - Guignard/Volpi: centenário de nascimento, no IEB/USP
1996 - Rio de Janeiro RJ - O Grupo Santa Helena, no CCBB
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mario Schenberg, na Casa das Rosas
1996 - São Paulo SP - Volpi 100 Anos, na Galeria Grossman
1996 - São Paulo SP - Volpi no Acervo do MAC, no MAC/USP
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - São Paulo SP- Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - São Paulo SP - Grandes Nomes da Pintura Brasileira, na Jo Slaviero Galeria de Arte
1997 - São Paulo SP, Brasília DF e Rio de Janeiro RJ - Poetas do Espaço e da Cor, no Masp, no MAB e MAM/RJ
1997 - São Paulo SP - Apropriações Antropofágicas, no Itaú Cultural
1998 - São Paulo SP - 24ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1998 - Rio de Janeiro RJ - Arte Brasileira no Acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo: doações recentes 1996-1998, no CCBB
1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/SP
1998 - São Paulo SP - Coleção MAM Bahia: pinturas, no MAM/SP
1998 - Curitiba PR e Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa-Paulista
1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand-MAM/RJ, no Masp
1998 - São Paulo SP - Teoria dos Valores, no MAM/SP
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. O Consumo - Metamorfose do Consumo, no Itaú Cultural
1999 - São Paulo SP - A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap
1999 - São Paulo SP - Arte Brasileira, Século XX: diálogos com Dufy, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ
1999 - São Paulo SP - Brasileiro que nem Eu, que nem Quem?, na Faap
1999 - Niterói RJ - Mostra Rio Gravura: Acervo Banerj, no Museu Histórico do Ingá
1999 - São Paulo SP - O Brasil no Século da Arte, na Galeria de Arte do Sesi
1999 - São Paulo SP - Os Ítalos e os Brasileiros na Arte do Entre Guerras, na Pesp
1999 - São Paulo SP - 26º Panorama de Arte Brasileira, no MAM/SP
1999 - Rio de Janeiro RJ - Volpi e Sued, na Galeria de Arte Ipanema
1999 - São Paulo SP - Volpi: obras selecionadas, décadas de 40/50/60/70/80, no Sylvio Nery da Fonseca Escritório de Arte
2000 - São Paulo - A Figura Feminina no Acervo do MAB, no MAB/Faap
2000 - Belo Horizonte MG - Ars Brasilis, na Galeria de Arte do Minas Tênis Clube
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento - Arte Moderna e Negro de Corpo e Alma, na Fundação Bienal
2000 - São Paulo SP - Brasil Sobre Papel: matizes e vivências, no Espaço de Arte Unicid
2000 - Brasília DF - Exposição Brasil Europa: encontros no século XX, no Conjunto Cultural da Caixa
2000 - São Paulo SP - Grupo Santa Helena, na Jo Slaviero Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - Os Anjos Estão de Volta, na Pesp
2000 - São Paulo SP - 7º Salão de Arte e Antiguidades, na Galeria A Hebraica
2000 - Lisboa (Portugal) - Século 20: arte do Brasil, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
2001 - Uberlândia MG - Gravuras Brasileiras do Acervo do MUnA: anos 60, 70, e 80, no MUnA
2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil: body and soul, no Solomon R. Guggenheim Museum


ESCOLAS/MOVIMENTOS
Figurativo: Impressionismo, Pós-Impressionismo, Expressionismo, Figuração Metafísica, Figuração Construtiva, Figuração Lírica
Abstrato: Abstração Geométrica
Construtivo: Concretismo, Geometria Sensível

GÊNEROS/TENDÊNCIAS
Paisagem, Pintura de Gênero, Retrato, Pintura Sacra, Marinha, Nu, Flores, Figura, Composição Figurativa, Composição Abstrata Geométrica


MARCOS
1935 - Grupo Santa Helena
1937 - Salão de Maio
1937 - Família Artística Paulista - FAP
1938 - Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos
1940 - Osirarte
1951 - Bienal Internacional de São Paulo
1951 - Salão Paulista de Arte Moderna
1956 - Exposição Nacional de Arte Concreta


TEXTOS CRÍTICOS

"Volpi pinta vôlpis.
(...) atualmente, os vôlpis das "casas", das "bandeiras", das "fachadas", das "composições", são sempre o resultado que volpi encontra ao usufruir, contemporaneamente, de sua experiência dentro do figurativo, do abstrato ou do concreto. eis porque volpi pinta como volpi, enfrentando a prestidigitação do gosto, com aquilo que ele argutamente sabe e acha, que deve pintar.
é, pois, facilmente, que descobrimos que cada quadro seu evidencia uma realidade, dimensionada em um tempo sem começo e sem fim, onde cada qual faz brotar de si constantes informações de relatos, racionalmente sem valor.(...)"

Willys de Castro

[texto escrito originalmente em 1960, para o catálogo da exposição individual de Alfredo Volpi realizada na Galeria São Luís, em São Paulo]

VOLPI, Alfredo; AMARAL, Aracy (Org. ). A. Volpi: pinturas 1914-1972. Texto Aracy Amaral, Décio Pignatari, Clarival do Prado Valladares, Maria Eugenia Franco, Murilo Mendes, Willys de Castro, Mário Pedrosa, Theon Spanudis, Sérgio Milliet, Mario Schenberg, Haroldo de Campos. Rio de Janeiro: MAM, 1972. p. 39.


"(...) Uma ampla exposição do desenvolvimento de Volpi, de seu trabalho atual em andamento, em articulação com o que já fez antes é valiosa, sobretudo para que se possa apreciar a pintura de um ´artista inteiro´, ou dessa inteireza de Volpi, tão rara entre nós, como há dias frisava um seu admirador. Volpi saiu do Brasil apenas uma vez, por alguns meses, para ir à Itália, sobretudo, em 1950. No entanto, não se creia que isso seja indício de estacionamento, ao contrário, seu trabalho de agora irradia frescor, sem relembrar retomadas nostálgicas. Era extremamente moderno também há vinte anos, nos anos 50, para os concretistas, que nele viam um exemplo de construção e depuração. Como nos anos 40, em plena fase de transfiguração de suas figuras e paisagens, táctil como um Rosai (´lembra Rosai sem ter visto Rosai´, disse Willys de Castro), ou na apreensão da atmosfera nas suas marinhas de Itanhaém, em fins da década de 30. É difícil explicar esta manutenção de atualidade de Volpi, esse ´ser´ moderno, sem correr atrás de modas, mantendo, simultaneamente, sua singularidade de expressão. (...)"
Aracy Amaral

AMARAL, Aracy. Alfredo Volpi. In: VOLPI, Alfredo; AMARAL, Aracy (Org. ). A. Volpi: pinturas 1914-1972. Texto Aracy Amaral, Décio Pignatari, Clarival do Prado Valladares, Maria Eugenia Franco, Murilo Mendes, Willys de Castro, Mário Pedrosa, Theon Spanudis, Sérgio Milliet, Mario Schenberg, Haroldo de Campos. Rio de Janeiro: MAM, 1972. p. 13.



"Nos primeiros anos da década de 40, as vistas e marinhas de Itanhaém mergulham numa atmosfera ligeiramente irreal, que evoca algo da ´pintura metafísica´ - embora não se pareça em nada com ela - e é obtida através do colorido severo e da economia de imagens voluntárias: em nenhuma obra sobrevive qualquer elemento acessório. (...) (. . . ) No final da década de 40 para frente, a realidade já não surge sequer como estímulo, mas apenas como um repositório de imagens, um repertório iconográfico do qual Volpi retira formas avulsas existentes - portas, janelas, telhados, ruas, pátios, barcos, gradis, linhas do mar ou do horizonte - como se fossem signos abstratos. (...) Daí em diante, começa a série de fachadas; e com elas se abre a porta à pura abstração geométrica. (...) As condições para que ele (Volpi) cumpra seu papel de mestre consumado, e ascenda à ímpar posição que hoje ocupa, só se reúnem após 55. Data do pós-concretismo o Volpi definitivo, aquele que conseguiu fazer o que muito poucos outros fizeram, o que pode competir no plano internacional da inventividade e qualidade. (...)"

Olívio Tavares de Araújo

ARAÚJO, Olívio Tavares. Volpi: a construção da catedral. In: _______. VOLPI: a construção da catedral. Apresentação Ladi Biezus; texto Olívio Tavares de Araújo. São Paulo: MAM, 1981. p. 14-15,19.


"Acho Volpi um dos nossos grandes coloristas. (...) Acho que Volpi chega a uma síntese incrível nos portais e nas festas de São João. Sua pincelada, ao contrário, tem uma forte vibração. Nos trabalhos iniciais, sua cor era mais chapada. Mas, no final de sua vida, ao pintar aquelas superfícies que parecem bandeiras mas que já são enormes abstrações, dando cores extremamente vibrantes e mudando a direção do pincel para conseguir uma certa vibração, parece que a cor está viva ali. Acho aquilo tão sutil e tão rico, é pura luz! O fantástico é que, apesar da economia, ele chega ao cerne da expressão, à essência da qualidade. Poucos artistas fizeram isso. Van Gogh o fez quando pintava o céu com uma pincelada e os corvos com outra. Volpi o realizou sem nunca ter ouvido falar em Van Gogh. "

Lygia Pape

LYGIA Pape. Comentario Luís Pimentel; comentário Lygia Pape, Mário Pedrosa; fotografia Ana Vitória Mussi, Beto Felicio, Lygia Pape, Maurício Cirne. Rio de Janeiro : Funarte, 1983. 48p. il. (Arte brasileira contemporânea). p. 36.



"Alfredo Volpi foi um homem quase iletrado, mas um pintor de grande cultura visual. As particulariedades da história cultural do Brasil o levaram a percorrer um caminho que na Europa demandaria várias gerações, da pintura romântica até a crise do modernismo. Num país caracterizado por explosões artísticas de curta duração, produziu por quase setenta anos uma pintura de qualidade elevada - por trinta anos, pelo menos, uma grande pintura. Sua arte nunca deu saltos: evoluiu por modificações e incorporações graduais, que permitiram reduzir a uma linguagem original um leque bastante considerável de influências. Nunca viajou, a não ser por um breve período em 1950, mas dispôs de uma sensibilidade muito aguda para aproveitar o que estava à mão - e o que estava à mão, afinal, não era tão pouco. Não foi um pintor de sistema, e sim de método: manipulou informações díspares, que podiam ir dos macchiaioli a Albers, até encaixá-las em sua arte. Foi nessa digestão lenta, mais do que na indigestão antropofágica, que veio à tona um modelo convincente de arte moderna brasileira. O modernismo de Volpi é um modernismo da memória, afetivo e artesanal, de marcha lenta e voz mansa. Não se projeta no futuro, nem pode dar conta dos cliques instantâneos e sem contornos da vida contemporânea. Permanece no entanto, como um horizonte e uma promessa - como os poemas de Bandeira e as canções de Caymmi. "

Lorenzo Mammi

MAMMI, Lorenzo. Volpi. In: VOLPI. Texto Lorenzo Mammì. São Paulo: Cosac & Naify, 1999. p. 39. (Espaço da arte brasileira).



"Quando, no princípio da década de 1950, surgiram as primeiras pinturas de Volpi projetadas num espaço plenamente bidimensional, não se tratava, então, de uma guinada ou de uma ruptura moderna na trajetória do velho artista. Sabemos que desde a segunda metada da década de 40, mesmo antes do advento pleno daquele espaço bidimensional, Volpi vinha lidando com a noção de superfície de uma posição quase solitária no meio de arte brasileira. O campo da representação se revelava então reduzido a um repertório de elementos constantes, cuja função narrativa o pintor pacientemente limava, até que no abrir da década de 1950 eles viessem á tona em um jogo de elementos formais móveis e permutáveis, embora nesse processo jamais se perdesse a referência afetiva do subúrbio e não houvesse dúvida de que ali se tratava de uma retratada memória familiar de fachadas e janelas. A cor já havia aflorado como elemento autônomo, estrutural; era como se Volpi, depois de quase três décadas de recato intimista e comedimento cromático na arte brasileira, reabrisse um capítulo engasgado na pintura nacional, retomando os planos francos e radiantes que haviam aturdido e precocemente embotado a obra de Tarsila, e a noção de uma superfície contínua, que irradiava para a vida na cidade. "

Sônia Salzstein

SALZSTEIN, Sônia. Moderno subúrbio. In: SALZSTEIN, Sônia; ROESLER, Sílvia (Coord. ). Volpi. Pesquisa Aida Marques Cordeiro. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 2000. p. 38.



DEPOIMENTOS

"(...) A questão é que sempre pintei as minhas pinturas que 'saem', nunca fui atrás de corrente alguma. Os concretistas me convidaram, fui expor com eles. . . mas nunca pensei em seguir alguém ou qualquer corrente. . . Uma vez em 57 ou 58 fomos ver uma casa aqui perto, com o Mário Pedrosa, tinha umas linhas geométricas minhas na fachada, ele achou fantástico, eram do 30 ou do 40. . . Sempre pintei o que senti, a minha pintura aos poucos foi se transformando, começa com a natureza, depois aos poucos vai saindo fora, às vezes, continua, eu nunca penso no que estou fazendo. Penso só no problema da linha, da forma, da cor. Nada mais. . . Meus quadros têm uma construção, o problema é só de pintura, não representam nada. Isso vem aos poucos, é uma coisa lenta, é um problema, toda a vida foi assim. "

Alfredo Volpi

VOLPI, Alfredo. 1957. In: SALZSTEIN, Sônia; ROESLER, Sílvia (Coord. ). Volpi. Pesquisa Aida Marques Cordeiro. Rio de Janeiro: Campos Gerais, 2000. p. 283.
Exposições realizadas
  • EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

  • 1944 - São Paulo SP - Primeira individual, na Galeria Itá

  • 1946 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Domus

  • 1955 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Tenreiro

  • 1956 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP

  • 1957 - Rio de Janeiro RJ - Alfredo Volpi: retrospectiva, no MAM/RJ

  • 1960 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís

  • 1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

  • 1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

  • 1969 - São Paulo SP - Vinte Anos na Pintura de Alfredo Volpi 1948/1969, na Cosme Velho Galeria de Arte

  • 1970 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

  • 1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ralph Camargo

  • 1972 - Rio de Janeiro RJ - Alfredo Volpi: alguns trabalhos selecionados 1925-1972, na Galeria Barcinski

  • 1972 - Rio de Janeiro RJ - Alfredo Volpi: pintura 1914-1972, no MAM/RJ

  • 1975 - São Paulo SP - Alfredo Volpi: retrospectiva, no MAM/SP

  • 1976 - São Paulo SP - Individual comemorativa de seus 80 anos, na Cosme Velho Galeria de Arte

  • 1976 - Campinas SP - Volpi:a visão essencial, no MAC/Campinas

  • 1980 - Brasília DF - Individual, na Funarte

  • 1980 - Rio de Janeiro RJ - Têmperas de Alfredo Volpi, na Acervo Galeria de Arte

  • 1980 - São Paulo SP - Volpi - As Pequenas Grandes Obras: três décadas de pintura, na Galeria A Ponte

  • 1981 - São Paulo SP - A. Volpi: os primeiros anos e a década de 20, na Cosme Velho Galeria de Arte

  • 1984 - Brasília DF - Individual, na Oscar Seraphico Galeria de Arte

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - Alfredo Volpi, na Galeria Bonino

  • 1985 - São Paulo SP - Volpi 89 anos, na Dan Galeria

  • 1986 - São Paulo SP - Alfredo Volpi: 90 anos. Um registro documental por Calixto, no MAC/USP

  • 1986 - São Paulo SP - Volpi: retrospectiva 90 anos, no MAM/SP

  • 1987 - Rio de Janeiro RJ - A. Volpi: obras de diferentes épocas, na Contorno Galeria de Arte

  • EXPOSIÇÕES COLETIVAS

  • 1925 - São Paulo SP - 2ª Exposição Geral de Belas Artes, no Palácio das Indústrias

  • 1928 - São Paulo SP - Salão de Belas Artes Muse Italiche - medalha de ouro

  • 1933 - Rio de Janeiro RJ - 39ª Exposição Geral de Belas Artes - medalha de bronze

  • 1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia

  • 1935 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Belas Artes, medalha de bronze

  • 1936 - São Paulo SP - Exposição de Pequenos Quadros

  • 1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes

  • 1937 - São Paulo SP - 1º Salão da Família Artística Paulista, no Hotel Esplanada

  • 1938 - São Paulo SP - 2º Salão de Maio, no Hotel Esplanada

  • 1938 - São Paulo SP - 4º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos

  • 1939 - São Paulo SP - 2º Salão da Família Artística Paulista, no Automóvel Clube

  • 1939 - São Paulo SP - 3º Salão de Maio, no Hotel Esplanada

  • 1939 - São Paulo SP - 5º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1940 - São Paulo SP - 3º Salão da Família Artística Paulista, no Palace Hotel

  • 1940 - Rio de Janeiro RJ - 46º Salão Nacional de Belas Artes - Divisão de Arte Moderna, no MNBA

  • 1940 - São Paulo SP - 6º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1940 - Porto Alegre RS - 2º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

  • 1941 - São Paulo SP - 1º Salão da Osirarte

  • 1941 - São Paulo SP - 1º Salão da Feira Nacional das Indústrias, no Parque da Indústria Animal/Água Branca

  • 1941 - Rio de Janeiro RJ - 47º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 1942 - Rio de Janeiro RJ - 48º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 1942 - São Paulo SP - 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1943 - Rio de Janeiro RJ - 49º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 1944 - São Paulo SP - 9º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1944 - Londres e Norwich (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na Royal Academy of Arts e no Castle Museum

  • 1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no MAP

  • 1944 - São Paulo SP - Nelson Nóbrega, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Clóvis Graciano, Hilde Weber e Francisco Rebolo, na Galeria Jaraguá

  • 1945 - Edimburgo e Glasgow (Escócia) e Baht, Bristol e Manchester (Inglaterra) - Exhibition of Modern Brazilian Paintings, na National Gallery of Scotland, Kelingrove Art Gallery, Victory Art Gallery, Bristol Museum Art Gallery e Manchester Art Gallery

  • 1946 - São Paulo SP - 10º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia - Prêmio Mário de Andrade

  • 1947 - São Paulo SP - 11º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticas, na Galeria Prestes Maia

  • 1948 - São Paulo SP - 12º Salão dos Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Domus

  • 1948 - Rio de Janeiro RJ - Pintores Paulistas, no MEC

  • 1948 - São Paulo SP - Volpi, Zanini, Rebolo, na Galeria Domus

  • 1949 - São Paulo SP - Coletiva, no IAB/SP

  • 1949 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia

  • 1950 - Veneza (Itália) - 25ª Bienal de Veneza

  • 1950 - São Paulo SP - Alfredo Volpi, Nelson Nóbrega, Zanini, Francisco Rebolo, na Galeria Domus

  • 1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP

  • 1951 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

  • 1952 - Veneza (Itália) - 26ª Bienal de Veneza - prêmio aquisição

  • 1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

  • 1952 - São Paulo SP - Volpi, Zanini, Rossi, no Instituto Cultural Ítalo-Brasileiro

  • 1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - prêmio de melhor pintor nacional, dividido com Di Cavalcanti

  • 1953 - São Paulo SP - Congresso Extraordinário da Associação Internacional de Críticos de Arte, no Masp

  • 1954 - Veneza (Itália) - 27ª Bienal de Veneza

  • 1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

  • 1954 - Roma (Itália) - Exposição Brasileira, na Galleria Nazionale d´Arte Moderna

  • 1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP

  • 1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - Prêmio Governador do Estado

  • 1956 - São Paulo SP - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/SP

  • 1956 - São Paulo SP - 50 Anos de Paisagem Brasileira, no MAM/SP

  • 1957 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Nacional de Arte Concreta, no MAM/RJ

  • 1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP

  • 1959 - Nova York (Estados Unidos) - Guggenheim International Award: 1958, na Fundação Guggenheim

  • 1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Enba

  • 1959 - Tóquio (Japão) - 5ª Mostra Internacional de Arte

  • 1959 - Munique, Leverkusen (Alemanha), Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

  • 1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte da Folha

  • 1960 - Utrecht (Holanda), Madri (Espanha), Lisboa (Portugal), Paris (França) e Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

  • 1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP - sala especial

  • 1961 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

  • 1963 - Stuttgart (Alemanha) - Mostra, na Galeria do Studium Generale

  • 1963 - Campinas SP - Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

  • 1964 - Veneza (Itália) - 32ª Bienal de Veneza

  • 1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana

  • 1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas - sala especial Hors Concours

  • 1966 - São Paulo SP - Meio Século de Arte Nova, no MAC/USP

  • 1966 - Rio de Janeiro RJ e São Paulo SP- O Artista e a Máquina, no MAM/RJ e no Masp

  • 1966 - São Paulo SP - O Grupo do Santa Helena, Hoje, na Galeria de Arte 4 Planetas

  • 1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/Faap

  • 1967 - São Paulo SP - A Família Artística Paulista: trinta anos depois, no Auditório Itália

  • 1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP - prêmio melhor pintor nacional

  • 1971 - Rio de Janeiro RJ - 9º Resumo de Arte JB

  • 1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecendentes e conseqüências, no Masp

  • 1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

  • 1972 - São Paulo SP - 2ª Exposição Internacional de Gravura, no MAM/SP

  • 1972 - São Paulo SP - Grupo Santa Helena: desenhos, na Azulão Galeria

  • 1972 - São Paulo SP - Temática Brasileira, no Paço das Artes

  • 1973 - São Paulo SP - 1ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

  • 1973 - São Paulo SP - Oito Pintores do Grupo Santa Helena, na Uirapuru Galeria de Arte

  • 1973 - São Paulo SP - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

  • 1975 - São Paulo SP e Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão, na Assembléia Legislativa do Estado e no Centro Lume

  • 1975 - São Paulo SP - 40 Anos: Grupo Santa Helena, no MIS/SP

  • 1975 - São Paulo SP - O Modernismo de 1917 a 1930, no Museu Lasar Segall

  • 1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

  • 1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall

  • 1977 - São Paulo SP e Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950/62, na Pesp e no MAM/RJ

  • 1978 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Arte Agora: América Latina, Geometria Sensível, no MAM/RJ

  • 1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall

  • 1978 - São Paulo SP - Construtivistas e Figurativos na Coleção Theon Spanudis, no Centro de Artes Porto Seguro

  • 1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

  • 1979 - São Paulo SP - Coleção Theon Spanudis, no MAC/USP

  • 1979 - São Paulo SP - Desenhos nos Anos 40: homenagem a Sérgio Milliet, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade

  • 1979 - São Paulo SP - 4ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

  • 1979 - São Paulo SP - O Grupo Santa Helena, na Uirapuru Galeria de Arte

  • 1979 - São Paulo SP - Quatro Coloristas, na Christina Faria de Paula Galeria de Arte

  • 1980 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem a Mário Pedrosa, na Galeria Jean Boghici

  • 1980 - Rio de Janeiro RJ - Milton Dacosta, Volpi, Bruno Giorgi, na Acervo Galeria de Arte

  • 1981 - São Paulo SP, Brasília DF, Nekai, Tóquio, Atami e Kioto (Japão) - 5ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

  • 1981 - São Paulo SP - Arte Transcendente, no MAM/SP

  • 1981 - Maceió AL - Artistas Brasileiros da Primeira Metade do Século XX, no Instituto Histórico e Geográfico

  • 1981 - Rio de Janeiro RJ - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

  • 1981 - São Paulo SP - Rebolo e os Pintores do Santa Helena, na Dan Galeria

  • 1982 - São Paulo SP - 80 Anos de Arte Brasileira, no MAB/Faap

  • 1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto

  • 1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

  • 1982 - Lisboa (Portugal) - Do Moderno ao Contemporâneo: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Fundação Calouste Gulbenkian. Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

  • 1982 - Rio de Janeiro RJ - Futebol: interpretações, na Galeria de Arte Banerj

  • 1982 - São Paulo SP - Marinhas e Ribeirinhas, no Museu Lasar Segall

  • 1982 - Rio de Janeiro RJ - Que Casa É Essa da Arte Brasileira, na Galeria Gravura Brasileira

  • 1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

  • 1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás

  • 1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

  • 1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itáu, no Masp

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas - A Outra Geração 80, no MAM/RJ

  • 1985 - São Paulo SP - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - Encontros, na Petite Galerie

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - Obras Raras, na Galeria Ralph Camargo

  • 1985 - São Paulo SP - Osirarte: pinturas sobre azulejo e Volpi, Zanini, Hilde Weber e Gerda Brantani, na Pesp

  • 1985 - Curitiba PR - Quatro Mestres: quatro visões, na Simões de Assis Galeria de Arte

  • 1986 - Rio de Janeiro RJ - JK e os Anos 50: uma visão da cultura e do cotidiano, na Galeria Investiarte

  • 1986 - São Paulo SP - Retrospectiva 90 Anos

  • 1986 - São Paulo SP - Seis Décadas de Presença Italiana na Arte Brasileira, no Paço Imperial

  • 1986 - São Paulo SP - Seis Tempos: 80 anos, na Pinacoteca do Estado

  • 1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, na MAM/RJ

  • 1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP

  • 1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show

  • 1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

  • 1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris

  • 1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

  • 1988 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Abstração Geométrica, na Funarte

  • 1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
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