Fonte: www.itaucultural.org.br

Carlos Scliar (Santa Maria RS 1920 - Rio de Janeiro RJ 2001) estuda com Gustav Epstein, em Porto Alegre, em 1934, e no ano seguinte participa como amador da exposição Farroupilha. Em 1938 funda a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. Entre 1939 e 1947, reside em São Paulo. Realiza a primeira exposição individual em 1940, quando se liga ao grupo da Família Artística Paulista. No Rio de Janeiro, faz em 1944 o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva. Convocado pela FEB, participa da II Guerra Mundial, na Itália, entre 1944 e 1945. Mora em Paris, entre 1947 e 1950, entra em contato com o gravador mexicano Leopoldo Mendez e ilustra as revistas Cahiers d’Art e Les Lettres Françaises. De volta para o Brasil, funda em 1950 com Vasco Prado o Clube de Gravura de Porto Alegre. A partir de 1956 passa a viver no Rio de Janeiro. É diretor do departamento de arte da Revista Senhor entre 1958 e 1960. Funda a editora Ediarte, em 1962, com Gilberto Chateaubriand, José Paulo Moreira da Fonseca, Michel Loeb e Carlos Nicolaievski. Na década de 70, executa os painéis Porto Alegre Antigo, Porto Alegre Atual e Festa dos Navegantes para o Salão Nobre da Prefeitura Municipal. Em 1986, ilustra a obra O Pintor que Pintou o Sete, de Fernando Sabino. Sua última exposição, Carlos Scliar - 80 Anos, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, reuniu obras da década de 40 e trabalhos recentes.


NASCIMENTO/MORTE
1920 - Santa Maria RS - 21 de junho
2001 - Rio de Janeiro RJ - 28 de abril

LOCAIS DE VIDA
1920/1939 - Porto Alegre RS
1939/1947 - São Paulo SP
1947/1950 - Paris (França) - Fixa residência em Paris, viajando pela Itália, Inglaterra, Iugoslávia, Tchecoslováquia, Polônia e Portugal
1950/1956 - Porto Alegre RS - Na volta da Europa, após breve permanência no Rio de Janeiro
1956 - Rio de Janeiro RJ

FORMAÇÃO
1929/1938 - Porto Alegre RS - Colégio Júlio de Castilho
1934 - Porto Alegre RS - Estuda com Gustav Epstein
1941/1947 - Convive com os pintores Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes
1947/1950 - Paris (França) - Cursa gravura com Galanis na École des Beaux-Arts
1949 - Troca correspondência com o gravador mexicano Leopoldo Mendez

VIAGENS
1939 - São Paulo SP e Rio de Janeiro RJ - Estabelece contatos com vários artistas - Flávio de Carvalho, Joaquim Figueira, Candido Portinari, Roberto Burle Marx e Eurico Bianco
1941 - Bahia - A convite de Jorge Amado
1947/1950c - Europa
1953 - Holanda, Tchecoslováquia, Polônia e União Soviética - Viaja com uma delegação cultural
1963/1964 - França e Itália
1967 - Paris (França) - Viaja para visitar a Exposição 85 Anos de Picasso

ATIVIDADES EM ARTES VISUAIS
Pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo, roteirista
1938 - Porto Alegre RS - É um dos Ilustradores da Revista do Globo
1938 - Porto Alegre RS - Funda a Associação Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa
1940 - São Paulo SP - Colabora na revista Cultura
1940 - São Paulo SP - Integra-se ao grupo da Família Artística Paulista
1942 -São Paulo SP e Rio de Janeiro - Publica seu primeiro álbum de litografias, Fábulas, e são editados os livros As Águas Não Têm Memória, de Clóvis Assumpção, e o romance Almas Penadas, de Pedro R. Wayne, ambos ilustrados pelo artista
1943 - Rio de Janeiro RJ - Elabora texto para o documentário cinematográfico Segall, de Rui Santos
1943 - Rio de Janeiro RJ - Cria cenário para o Balé Telegráfico, de Sanção Castelo Branco
1943 - Rio de Janeiro RJ - Participa do júri do Salão Nacional de Belas Artes - Divisão Moderna
1944 - Rio de Janeiro RJ - Realiza o documentário Escadas, sobre os pintores Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva
1945 - Florença (Itália) - Prepara a paginação do número especial do jornal da FEB, Cruzeiro do Sul
1946 - Faz desenhos para o documentário 24 Anos de Luta, de Rui Santos
1946 - Dirige e pagina a Revista de Arte, suplemento da revista Leitura
1948 - Praga (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Participa como delegado brasileiro no 1º Congresso da União Mundial do Cinema Documentário
1948/1950 - Paris (França) - Realiza ilustrações para a revista Cahiers d´Arts e Les Lettres Françaises
1949 - Paris (França) - Publica o álbum de gravuras Les Chemins de La Faim, com apresentação de Jorge Amado
1950 - Porto Alegre RS - Com Vasco Prado funda o Clube de Gravura de Porto Alegre
1952 - Rio de Janeiro RJ - Integra o álbum Gravuras Gaúchas, prêmio Pablo Picasso da Paz
1953 - Telaviv (Israel) - É editado o romance Seara Vermelho, de Jorge Amado, sob o título Sarke Haraav, com ilustração do artista
1956 - Porto Alegre RS - Publica o álbum 5 Gravuras Originais em Camfeu - 2º prêmio da Divisão de Cultura da Secretaria de Educação e Cultura
1956 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra a obra Orféu da Conceição, de Vinicius de Moraes
1956 - Rio de Janeiro RJ - É consultor plástico do Orféu da Conceição, peça teatral dirigida por Léo Jusi
1957 - Elabora cartazes para o filme Rio Zona Norte e programas para o Teatro Nacional de Comédia
1958/1960 - Rio de Janeiro RJ - É diretor do departamento de arte da revista Senhor
1966 - Rio de Janeiro RJ - Coordena a 1ª Feira de Arte no MAM/RJ
1967 - Rio de Janeiro RJ - Executa painel na sede do Banco Aliança do Rio de Janeiro, atual Itaú
1967 - Rio de Janeiro RJ - É o primeiro artista plástico a gravar depoimento no MIS/RJ
1968 - Rio de Janeiro RJ - Ilustra a obra A Mulher que Matou os Peixes, de Clarice Lispector, publicada pela editora Sabiá
1969 - É realizado o documentário Ouro Preto e Scliar, por Antônio Carlos Fontoura
1972 - Lança o álbum Scliar - Serigrafias
1973 - Rio de Janeiro RJ - Executa o painel Ouro Preto 180 Graus, para o Museu Manchete
1974 - Executa os painéis Porto Alegre Antigo, Porto Alegre Atual e Festa dos Navegantes para o Salão Nobre da Prefeitura Municipal
1977 - Rio de Janeiro RJ - Executa o painel Leia-Pense, para a Imprensa Oficial do Rio de Janeiro
1977- Lança o álbum, em serigrafia, Telhados de Ouro Preto
1986 - Ilustra o livro O Pintor que Pintou o Sete, de Fernando Sabino

ATIVIDADES OUTRAS
1944/1945 - Itália - Convocado pela FEB participa da II Guerra Mundial
1947 - Participa dos movimentos na defesa da paz entre os povos
1948 - Wroclaw (Polônia) - Participa do Congresso dos Intelectuais pela Paz
1951 - Motevidéu (Uruguai) - Participa da Conferência Continental pela Paz
1962 - Rio de Janeiro RJ - Funda a editora Ediarte com Gilberto Chateaubriand, José Paulo Moreira da Fonseca, Michel Loeb e Carlos Nicolaievski

EVENTOS ITAÚ CULTURAL
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte: O Consumo, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Vídeo Gravura e Gravadores, documentário dirigido por Olívio Tavares de Araújo, com depoimentos do artista e outros gravadores, produzido pelo Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP e Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural


HOMENAGENS/TÍTULOS/PRÊMIOS
1965 - Paris (França) - É tema de reportagem para a série Retratos do Brasil, destinada à televisão francesa, realizada por Pierre Kast
1969/1979 - Diversos documentários são realizados sobre sua obra, entre eles Ouro Preto e Scliar, de Antônio Carlos Fontoura (1969), Os Caminhos da Cor, de Adamastor Camará (1970), e Scliar, O Homem e sua Pintura, de Ruy Santos (1979)

ESCOLAS/MOVIMENTOS
Figurativo: Cubismo, Expressionismo, Realismo Social, Figuração Expressiva, Figuração
Construtiva, Figuração Lírica, Figuração Sintética

GÊNEROS/TENDÊNCIAS
Paisagem, Marinha, Natureza-Morta, Retrato, Auto-Retrato, Pintura de Gênero, Interior, Composição Figurativa, Figura

MARCOS
1937 - Família Artística Paulista - FAP
1938 - Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos
1950 - Clube de Gravura de Porto Alegre
1954 - Salão Preto e Branco


TEXTOS CRÍTICOS

"Falar de Carlos Scliar não me é muito fácil. A tendência para o assunto humano, que acabo de comentar, tem na pintura dele o seu exemplo máximo, não só pela constância como pela grandeza do sentido plástico no qual se exprime (...). Ele não faz pintura social porque deseje fazer pintura social. O social, isto é, uma determinada manifestação do humano, é nele apenas uma contingência, um acidente da experiência. Simplesmente ele vê imagens humanas, que por acaso encarnam um drama social. E a prova de que, no seu caso, toda discussão é inútil, é que ele tem a convicção de que o assunto é secundário, embora o seu instinto plástico e humano o conduza para as imagens do drama. Não se trata de preferência voluntária, mas de simpatia instintiva. "

Ruben Navarra (1943)

PONTUAL, Roberto. Roteiro biográfico. In: ___. Scliar: o real em reflexo e transfiguração. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1970. p. 167-214. (Arte: Multicosmo, 1).



"A posição de Scliar é singular: sempre se fez notar como um independente, desde sua decisão de voltar à pintura, (...) uma compostura profissional oposta ao que era moda nos seus tempos de juventude, quando a preocupação geral era se inserir em uma das tendências em uso na Europa como se notou nos anos 60 e '70. Scliar preferiu não se destacar do jeito espontâneo que o levava à fiel observação da realidade da natureza e dos objetos, intenção de comunicar para ser compreendido, sem semear enigmas e hermetismos, propondo uma temática formada de componentes puramente reconhecíveis, imagens simples e legíveis à primeira vista, emergindo uma inventiva cromática pessoal.

Seu modo, do começo até a fase mais recente, é o tradicional caracterizado pelo evidente prazer de desenhar, mostrando o espírito das formas envoltas em cores pacatas e serenas, expressões de convincente agrado, dando um valor visual uniforme e consistência concisa e bem definida do que representa. A realidade pode conter infinidades de variações. "

Pietro Maria Bardi

BARDI, Pietro Maria. Carlos Scliar. In: CARLOS Scliar. Prefácio Pietro Maria Bardi; texto Roberto Pontual, Moacyr Scliar, Rubem Braga, Jorge Amado, Joaquim Cardozo. São Paulo: Raízes, 1983. p. 3. (Coleção MWM-IFK).



"A presença e a obra de Carlos Scliar iluminam algumas situações importantes na criação plástica brasileira das últimas quase cinco décadas. No início dos anos 40, vindo da terra gaúcha natal para São Paulo, ele se ligou à Família Artística Paulista, realizando pinturas e gravuras marcadas pelo expressionismo de compromisso social. (. . ) Após o retorno ao Rio, em 1956, e a prática inicial como artista gráfico, desde então sempre estimulante, ele se concentrou cada vez mais na pintura, acrescida do intenso trabalho em serigrafia a partir de 1967. Diversificada em naturezas-mortas, paisagens, marinhas e retratos, a obra de Carlos Scliar como pintor, nos últimos 25 anos, tem sido a paciente tentativa de apreender a realidade na sua pulsação de tempo e silêncio. Para isto, fez da reflexão e da disciplina fundamentos/instrumentos. Mas, seguro de sua estrutura interna e de sua sabedoria executiva, nunca deixou de abrigar, no ato de pintar, o acaso, a surpresa e o desvio. Suas paisagens foram, assim, se aproximando de abstrações apoiadas em planos precisos e aparentes sólidos geométricos. (...)"

Roberto Pontual

PONTUAL, Roberto. Carlos Scliar. In: ___. Entre dois séculos:arte brasileira do século XX na coleção Gilberto Chateaubriand. Prefácio Gilberto Chateaubriand; apresentação M. F. do Nascimento Brito. Rio de Janeiro: Jornal do Brasil, 1987. p. 180.

DEPOIMENTOS

"Proponho-me a realizar uma arte realista, em primeiro lugar, porque não desejo falar sozinho. Tudo o que realizo tem como objetivo transmitir algo. Os conceitos de Leonardo (toda arte deve ser útil e o cansaço de ser útil é uma primeira morte) foram meus conceitos de cabeceira.


Todos me alertam da limitação que pode envolver minha orientação. Mas depois de quinze anos fechado em meu quarto, querendo conhecer os problemas da vida através dos livros, conhecer os homens através de quadros, encontrei-me sem solução. Visitando os museus da Europa (de 1947 até 1950), dei-me conta da comunicabilidade das obras que tinham como medida o humano. Aprendi que se deve desenhar em contacto com a realidade. A natureza é muito mais rica que qualquer museu ou biblioteca.


Escolhi o Rio Grande do Sul, onde nasci, para tentar esse caminho. Éramos dois ou três no início e logo depois dez artistas moços, que se preocupavam em realizar uma arte nacional e realista. A gravura apresentou-se, inicialmente, como a técnica mais adequada para uma ampla divulgação das obras. "


Carlos Scliar

CARLOS Scliar. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 90.



"Gostaria de mostrar em cada obra que faço, qualquer que seja o tema, minha concepção do mundo. Tento mostrá-la através das coisas que me rodeiam e que me parecem significantes, seja um fruto, uma flor ou um objeto feito pela mão do homem. Uso tudo o que aprendi: as formas, as cores, sua organização no espaço, os textos, as colagens. . .

Nessa minha tentativa de comunicação procuro passar adiante o que me parece essencial. E aqui e agora me parece essencial termos consciência de que o mundo pode ser belo e habitável para todos os homens.

Assistimos, no entanto, a cobiça, a gana e loucura de alguns, na defesa de seus interesses, transformarem o mundo rápido e cientificamente num cemitério.

Queremos crer que a inteligência e sensatez dos homens devam predominar.

Na medida em que não lutamos contra isso somos coniventes e nos colocamos na escala animal, como o mais estúpido: o único que vem sistematicamente destruindo seu habitat.

A todo instante tenho consciência do que está acontecendo e desejaria, com minhas obras, gestos e palavras, atuar sobre os homens. gostaria de poder sensibilizá-los, fazer de seus olhos instrumentos inteligentes que saibam ver, pensar e agir na defesa do que é belo e essencial para todos.

São limitados nossos meios e pretensiosas nossas intenções - e inúmeros os caminhos - mas penso que todos os meios servem - até este catálogo - para discutirmos o que nos parece importante.

Minha crença nos valores fundamentais da humanidade faz de mim um elo, ainda que precário, com tudo o que foi e com o que será.

Tento fazer do ato de criar um instante de inteligência e de amor ao homem. "

Carlos Scliar

Ouro Preto, outubro de 1981

SCLIAR, Carlos. Pinturas recentes. In: ___. Pinturas recentes. São Paulo: André Galeria de Arte, 1982. p. 5.



"Conheci, em 1949, o gravador mexicano Leopoldo Mendez.


Participávamos do Congresso Mundial pela Paz em Paris. Eu já conhecia obras suas e o considero um dos grandes gravadores contemporâneos. Ficamos amigos, e quando ele retornou ao México remeteu-me uma belíssima coleção de originais com obras de todos os artistas que formavam o Taller de Grafica Popular. Leopoldo Mendez era presidente dessa oficina de gravura junto com Hannes Meyer, um dos diretores da Bauhaus, da República de Weimar na Alemanha pré-Hitler.


Eu já preparava minha volta para o Brasil. Se numa coisa a Europa de fato me serviu, foi me conscientizar para o fato de meu país, minha infância, minha formação - por mais que houvesse influências européias - serem fundamentais para balizar o que seria o meu caminho.


Recebi autorização de Leopoldo Mendez para trazer as gravuras. Rio e São Paulo, nos fins dos 40, eram total agitação cultural e política. Organizavam-se, inclusive nas duas cidades, quase simultaneamente, vários Museus de Arte Moderna. "


Carlos Scliar

SCLIAR, Carlos. Carlos Scliar. In: OS CLUBES de Gravura do Brasil. Apresentação Ricardo Ohtake, Emanoel Araújo; texto Carlos Scliar, Sérgio Milliet, Diego Rivera, Augusto Meyer, Jorge Amado; curadoria Carlos Scliar. São Paulo: Pinacoteca do Estado, 1994. p. 11.



"Eu acho que todo quadro, em princípio, é um quadro abstrato. Um quadro é a soma de formas, cores, uma organização de espaço e isso é a lei que faz a pintura.

Parece que um novo conceito de arte abstrata nasceu agora, quando sabemos que um quadro renascentista tem uma estrutura de pintura que é a mesma de um quadro de hoje.

A crítica, ao centralizar, esquece a dimensão continental do Brasil, de uma riqueza imensa. A todo momento temos surpresas com artistas jovens.

O artista tem a obrigação de fazer sua obra o mais autêntica possível, passando a sua visão do mundo e, se possível, fazendo com que cada pessoa ao atravessar essa obra saia mais rica dela. "

Carlos Scliar 1997

SCLIAR, Carlos. Carlos Scliar. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 90.



"Devo dizer que, naquele momento, só havia um militante do Partido Comunista no grupo. Era eu. Todos os demais podiam até ser simpatizantes, mas não eram filiados. [. . . ] Mas pensavam todos de uma maneira coincidente: tinham uma idéia generosa sobre o mundo. Havia uma posição de elite, cristalizada em São Paulo, de que a arte deveria atingir uma determinada faixa de público, faixa impenetrável. Para nós, arte era comunicação. [. . . ] Em 1955, fizemos uma exposição em praça pública que se chamava Por uma Arte Nacional. Para obrigar o público a ver - o público entrava e olhava meio assustado -, inventamos uma votação. Pedíamos às pessoas que dessem uma cotação para cada gravura [. . . ] Quando voltei da Força Expedicionária Brasileira, me filiei ao PC. Naquele momento, o partido estava na ilegalidade. Eu voltava da guerra, me considerava devedor de toda uma situação que se desenrolava no Brasil e então me filiei ao partido. Em seguida, recebi a tarefa de reorganizar a publicação da revista Horizonte. A revista já existia, mas praticamente havia acabado. Criamos a Associação dos Amigos da Gravura, eu e o Vasco Prado, especialmente para financiar a revista. "


Carlos Scliar a Eduardo Veras - 1999

SCLIAR, Carlos; VERAS, Eduardo. Carlos Scliar. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 90.

Exposições realizadas
  • EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS

  • 1940 - São Paulo SP - Individual, no Edifício São Diogo

  • 1944 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ibeu

  • 1945 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Ibeu

  • 1945 - São Paulo SP - Individual, no Comitê Democrático Progressista dos Artistas Plásticos

  • 1950 - Porto Alegre RS - Gravuras para Seara Vermelha, no Auditório do Correio do Povo

  • 1955 - Porto Alegre RS - Individual, no Clube de Gravura de Porto Alegre

  • 1956 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: retrospectiva, na Fundação Biblioteca Nacional

  • 1956 - São Paulo SP - Carlos Scliar: retrospectiva, no MAM/SP

  • 1956 - Santos SP - Individual, no Clube de Arte

  • 1957 - Rio de Janeiro RJ - Desenhos de Carlos Scliar, na Fundação Biblioteca Nacional

  • 1960 - Rio de Janeiro RJ - Scliar: pinturas recentes, na Galeria Tenreiro

  • 1961 - Porto Alegre RS - Carlos Scliar: 22 anos de pintura, no Pavilhão Setur

  • 1961 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: pinturas, na Petite Galerie

  • 1962 - Belo Horizonte MG - Pinturas de Scliar, na UFMG, Faculdade de Letras

  • 1963 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: 25 anos de pintura, na Galeria Relevo

  • 1963 - Roma (Itália) - Individual, na Galleria d'Arte della Casa do Brasil

  • 1963 - Milão (Itália) - Individual, na Galeria Profilli

  • 1964 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: desenhos e pinturas recentes, na Galeria Relevo

  • 1964 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria Astréia

  • 1964 - Düsseldorf (Alemanha) - Individual, na Kunstversin fur die Rheinlande und Westfalen

  • 1964 - Frankfurt (Alemanha) - Individual, no Nebbienscher Pavillon

  • 1965 - Porto Alegre RS - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria Portinari

  • 1965 - Salvador BA - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria Querino

  • 1966 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas, na Galeria Astréia

  • 1966 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria Relevo

  • 1967 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: desenhos, colagens e serigrafias, na Galeria Santa Rosa

  • 1968 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar, na Galeria Relevo

  • 1969 - Brasília DF - Carlos Scliar: guaches, desenhos, aquarelas, serigrafias e colagens, na Galeria O Paiol

  • 1969 - Recife PE - Carlos Scliar: pinturas, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1969 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas, na Galeria Cosme Velho

  • 1969 - Recife PE - Individual, na Galeria Ranulpho

  • 1970 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva Scliar, no MAM/RJ

  • 1971 - Curitiba PR - Carlos Scliar: serigrafias, na Galeria Largo Comendador

  • 1971 - Porto Alegre RS - Individual, na Esphera Galeria de Arte

  • 1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte Portal

  • 1971 - Curitiba PR - Retrospectiva, no Departamento de Cultura do Sesc

  • 1971 - São Paulo SP - Scliar: retrospectiva, no MAM/SP

  • 1974 - Porto Alegre RS - Porto Alegre/Scliar: a cidade e sua imagem, no Salão Nobre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre

  • 1976 - Rio de Janeiro RJ - Scliar: Ouro Preto 360º, no MAM/RJ

  • 1977 - Niterói RJ - Carlos Scliar: retrospectiva 1940-1977, no Museu Histórico do Ingá

  • 1977 - Salvador BA - Carlos Scliar: retrospectiva, na Fundação Cultural do Estado da Bahia

  • 1978 - Recife PE - Flores de Scliar, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1979 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria de Arte André

  • 1981 - Rio de Janeiro RJ - Scliar: obras recentes, na Galeria Anna Maria Niemeyer

  • 1982 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria de Arte André

  • 1983 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas e serigrafias, na Galeria de Arte André

  • 1983 - São Paulo SP - Carlos Scliar: retrospectiva 1939-1983, no MAB/Faap

  • 1983 - Brasília DF - Carlos Scliar: serigrafias, na Oscar Seraphico Galeria de Arte.

  • 1983 - São Paulo SP - Individual, na André Galeria de Arte

  • 1983 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAB/Faap

  • 1984 - Porto Alegre RS - Carlos Scliar: pinturas, desenhos e gravuras, na Masson Galeria de Arte

  • 1985 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria de Arte André

  • 1985 - Joinville SC - Carlos Scliar: retrospectiva 1939-1985, no Museu de Arte de Joinville

  • 1985 - Juiz de Fora MG - Individual, na Galeria Artenossa

  • 1991 - Rio de Janeiro RJ - Scliar - A Persistência da Paisagem: uma aventura moderna no Brasil, no MAM/RJ

  • 1991 - Belo Horizonte MG - Scliar: 50 anos de arte, na Novo Tempo Galeria de Arte.

  • 1992 - Belo Horizonte MG - Carlos Scliar: pinturas recentes, no Minas Contemporânea - Gabinete de Arte

  • 1992 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria Anna Maria Niemeyer

  • 1993 - Porto Alegre RS - Ouro Preto, Saudades de Quem Te Ama, no Espaço Cultural BFB

  • 1994 - São Paulo SP - Individual, na Pesp

  • 1995 - São Paulo SP - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Galeria de Arte André

  • 1995 - Porto Alegre RS - Scliar: 50 anos de produção artística, no Margs

  • 1996 - São Paulo SP - Carlos Scliar: cadernos de guerra, na Pesp

  • 1996 - Niterói RJ - Eternos Moínhos - Salinas, no Museu de Ingá

  • 1997 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: obra gráfica 55 anos, na Galeria Sesc Copacabana

  • 1997 - Goiânia GO - Individual, na Galeria de Arte da Fundação Jaime Câmara

  • 1997 - Rio de Janeiro RJ - Pinturas, no MNBA

  • 1998 - Buenos Aires (Argentina) - Carlos Scliar: el collage como lenguaje, na Galeria Portinari

  • 1998 - Salvador BA - Carlos Scliar: flores e objetos, na MCR Galeria de Arte

  • 1998 - Timóteo MG - Carlos Scliar: pinturas recentes, na Fundação Acesita para o Desenvolvimento Social

  • 2000 - Brasília DF, Porto Alegre RS, Rio de Janeiro RJ, Roma e Bologna (Itália) - 1500-2000: A Redescoberta do Brasil, na Galeria de Arte do Tênis Clube, na Galeria Iberê Camargo, no MNBA, no Palazzo Pam Phli e no Palazzo Malvezzi

  • 2000 - Bologna (Itália) - Caderno de Guerra 1944-1945, no Museo Morandi

  • 2000 - Rio de Janeiro RJ - Carlos Scliar: 80 anos, no MNBA

  • 2000 - São Paulo SP - O Jovem Pintor Carlos Scliar, na Pesp

  • 2000 - Rio de Janeiro RJ - Pinturas Recentes, no MNBA

  • 2001 - São Paulo SP - Carlos Scliar: 80 anos, na Pesp

  • EXPOSIÇÕES COLETIVAS

  • 1935 - Porto Alegre RS - Exposição do Centenário Farroupilha

  • 1939 - Porto Alegre RS - 1º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa - medalha de prata

  • 1939 - Porto Alegre RS - 2º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa

  • 1940 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão da Família Artística Paulista

  • 1940 - Rio de Janeiro RJ - 46º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de prata

  • 1940 - São Paulo SP - 6º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1940 - Porto Alegre RS - 2º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

  • 1941 - Rio de Janeiro RJ - 47º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - medalha de bronze/desenho

  • 1942 - Rio de Janeiro RJ - 48º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 1942 - São Paulo SP - 7º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1943 - São Paulo SP - 8º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos

  • 1944 - Belo Horizonte MG - Exposição de Arte Moderna, no MAP

  • 1944 - Rio de Janeiro RJ - Pintores Norte-Americanos e Brasileiros

  • 1945 - Montevidéu (Uruguai) - Artistas Brasileiros

  • 1945 - Rio de Janeiro RJ - Artistas Plásticos do Partido Comunista, na Casa do Estudante

  • 1946 - São Paulo SP - 10º Salão do Sindicato dos Artistas Plásticos, na Galeria Prestes Maia

  • 1946 - Santiago (Chile) - Artistas Brasileiros

  • 1946 - Rio de Janeiro RJ - Homenagem ao Povo Espanhol

  • 1946 - Rio de Janeiro RJ - Os Pintores vão à Escola do Povo, no Diretório Acadêmico da Enba

  • 1948 - Paris (França) - 1ª Exposition d´Oeuvres d´Artistes Latin-Américains

  • 1948 - Paris (França) - 8º Salon des Moins de 30 Ans

  • 1949 - Paris (França) - 2ª Exposition d´Oeuvres d´Artistes Latin-Américains

  • 1949 - Paris (França) - Homenagem a Stalin

  • 1950 - Rio de Janeiro RJ - 56º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 1950 - Paris (França) - La Gravure de Dürer a nos Jours

  • 1951 - Porto Alegre RS - 5º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa - medalha de prata/artes gráficas

  • 1951 - Porto Alegre e Bagé RS - A História da Gravura

  • 1951 - Porto Alegre RS - Gravura Gaúcha

  • 1952 - Porto Alegre RS, Rio de Janeiro RJ, São Paulo SP, Motevidéu (Uruguai), Viena (Áustria), Pequim (China) - Gravadores Gaúchos

  • 1953 - Porto Alegre RS - 1º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre

  • 1953 - Curicica RJ - 1º Salão de Arte do Conjunto Sanatorial

  • 1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA

  • 1953 - Porto Alegre RS - 4º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul - medalha de bronze

  • 1953 - Ásia - Expõe com o Clube de Gravura

  • 1954 - Porto Alegre RS - 2º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre

  • 1954 - Salvador BA - 4º Salão Baiano de Belas Artes, no Hotel Bahia - medalha de prata/gravura

  • 1954 - Porto Alegre RS - 6º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa - medalhas de prata/desenho e gravura

  • 1954 - Praga (Tchecoslováquia, atual República Tcheca) - Brasilská Grafika

  • 1954 - Buenos Aires (Argentina) - Grabadores Americanos

  • 1954 - Buenos Aires (Argentina) - Grabadores Brasileños

  • 1954 - Curitiba PR - Gravuras Brasileiras

  • 1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio da Cultura

  • 1955 - Porto Alegre RS - 3º Salão da Câmara Municipal de Porto Alegre - prêmio desenho e gravura

  • 1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao país

  • 1955 - Salvador BA - 5º Salão Baiano de Belas Artes, no Belvedere da Sé

  • 1955 - Porto Alegre RS - 7º Salão da Associação de Artes Plásticas Francisco Lisboa - medalhas de ouro/gravura

  • 1956 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Arte Moderna

  • 1956 - São Paulo SP - Contribuição ao Realismo, no MAM/SP

  • 1956 - Lisboa (Portugal) - Gravura Contemporânea

  • 1957 Berlim (Alemanha) e Montevidéu (Uruguai) - Gravura Brasileira

  • 1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna

  • 1957 - Vitória ES - Arte Moderna

  • 1958 - Curitiba PR - 15º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

  • 1958 - Cidade do México (México) - 1ª Bienal Interamericana de Pintura y Grabado, no Instituto Nacional de Belas Artes

  • 1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

  • 1958 - Rio de Janeiro RJ - O Trabalho na Arte, no MNBA

  • 1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança

  • 1958 - Macaé RJ - Salão Moderno

  • 1959 - Rio de Janeiro RJ - 30 Anos de Arte Brasileira, na Enba

  • 1959 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

  • 1960 - Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ

  • 1962 - Rabat (Marrocos) - Exposição Artistas Brasileiros

  • 1962 - Spoleto (Itália) - Gravuras e Desenhos Brasileiros, no Festival dei Due Mondi

  • 1963 - Rio de Janeiro RJ - 2ª O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

  • 1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º Resumo de Arte JB

  • 1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana

  • 1965 - Nova Orleans (Estados Unidos) - 2ª Brazilian Contemporary Art

  • 1965 - Telaviv (Israel) - 7 Brazilian Painters

  • 1965 - Viena (Áustria), Londres (Inglaterra) - Brazilian Art Today, no Museum fur Angewandt Kunst e no Royal College of Art

  • 1965 - Atenas (Grécia) - Brazilian Contemporary Paintings

  • 1965 - Cairo (Egito) - Quatro Artistas Brasileiros

  • 1965 - Beirute (Líbano) - Quatro Pintores Brasileiros Contemporâneos

  • 1965 - Paris (França) - Salon Comparaisions

  • 1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

  • 1966 - Bonn (Alemanha) - Brazilian Art Today, na Sala Beethovenhalle

  • 1967 - Rio de Janeiro RJ - 5º Resumo de Arte do JB

  • 1968 - São Paulo SP - Família Artística Paulista, no Auditório Itália

  • 1968 - Rio de Janeiro RJ - Feira de Arte do Rio de Janeiro, no MAM/RJ

  • 1968 - Rio de Janeiro RJ - Pinturas de Grandes Artistas Nacionais: pequenos formatos, na Galeria Irlandini

  • 1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

  • 1969 - São Paulo SP - Mostra Inaugural do Paço das Artes, no Paço das Artes

  • 1972 -São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria Collectio

  • 1973 - Bagé RS - Quatro de Bagé, na Fundação Attila Taborda

  • 1976 - São Paulo SP - Artistas do Rio, na Azulão Galeria

  • 1976 - São Paulo SP - O Desenho Jovem dos Anos 40, na Pesp

  • 1976 - Porto Alegre RS - Por uma Arte Brasileira: Grupo de Bagé, na UFRS

  • 1976 - Porto Alegre RS - Tradições Gaúchas, na UFRS

  • 1977 - Washington (Estados Unidos) - The Original and its Reproduction: a Melhoramentos project

  • 1978 - Curitiba PR - 1ª Mostra Anual de Gravura Cidade de Curitiba

  • 1981 - Rio de Janeiro RJ - Pablo, Pablo! Uma interpretação brasileira de Guernica, na Funarte

  • 1982 - São Paulo SP - 80 Anos de Arte, no MAB/Faap

  • 1982 - Salvador BA - A Arte Brasileira da Coleção Odorico Tavares, no Museu Carlos Costa Pinto

  • 1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

  • 1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

  • 1983 - Porto Alegre RS - Do Passado ao Presente: as artes plásticas no Rio Grande do Sul, no Cambona Centro

  • 1983 - Rio de Janeiro RJ, São Paulo SP, Atami (Japão), Kyoto (Japão) e Tóquio (Japão) - 6ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão

  • 1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

  • 1984 - São Paulo SP - Coleção Gilberto Chateaubriand: retrato e auto-retrato da arte brasileira, no MAM/SP

  • 1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 1982-1984, no MNBA

  • 1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobrás

  • 1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

  • 1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas - Salão Preto e Branco, na Galeria Andrade

  • 1985 - São Paulo SP - Aldemir Martins, Raspoport, Satyro, Scliar, Virgolino, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - Retrato do Colecionador na sua Coleção, na Galeria de Arte Banerj

  • 1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

  • 1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Hotel Internacional, na Galeria de Arte Banerj

  • 1986 - Rio de Janeiro RJ - Tempos de Guerra: Pensão Mauá, na Galeria de Arte Banerj

  • 1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage

  • 1987 - Salvador BA - Doze Artistas Brasileiros, na Anarte Galeria

  • 1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand , no MAM/RJ

  • 1987 - São Paulo SP - O Ofício da Arte: pintura, no Sesc

  • 1987 - Rio de Janeiro RJ - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto, na Documenta Galeria de Arte

  • 1988 - Curitiba PR - 8ª Mostra de Gravura da Cidade de Curitiba

  • 1988 - Novo Hamburgo RS - Carlos Scliar, Glauco Pinto de Moraes e Glauco Rodrigues, na Galeria Contemporânea

  • 1988 - Vitória ES - Dez Lustros: Deane, Moraes, Scliar, na Ana Terra Galeria de Arte

  • 1988 - Salvador BA - Os Ilustradores de Jorge Amado, na Fundação Casa de Jorge Amado

  • 1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas da Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, na Fundação Calouste Gulbenkian

  • 1989 - Rio de Janeiro RJ - A Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage

  • 1989 - São Paulo SP - As Mesas, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1990 - São Paulo SP - Frutas, Flores e Cores, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1990 - São Paulo SP - Gatos Pintados, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

  • 1991 - São Paulo SP - A Música na Pintura, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1991 - São Paulo SP - Siron, Reynaldo e Scliar, na Ranulpho Galeria de Arte

  • 1992 - Zurique (Suíça) - Brasilien: entdeckung und selbstentdeckung, no Kunsthaus

  • 1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para uma mapeamento, no CCBB

  • 1992 - Belo Horizonte MG - Ícones da Utopia, na Fundação Palácio das Artes

  • 1993 - Santos SP - 4ª Bienal Nacional de Santos

  • 1993 - Rio de Janeiro RJ - Arte Erótica, no MAM/RJ

  • 1993 - São Paulo SP - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, na Galeria de Arte do Sesi

  • 1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ

  • 1993 - Brasília DF- Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão

  • 1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

  • 1994 - Rio de Janeiro RJ - O Desenho Moderno no Brasil: Coleção Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ

  • 1994 - São Paulo SP - Os Clubes de Gravura do Brasil, na Pesp

  • 1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

  • 1994 - Rio de Janeiro RJ - Trincheiras: arte e política no Brasil, no MAM/RJ

  • 1996 - Porto Alegre RS, Brasília DF, Rio de Janeiro RJ, São Paulo SP e Curitiba PR - Grupo de Bagé no Clube de Gravura: década de 50, nas Galerias da Caixa Econômica Federal

  • 1996 - Brasília DF - Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Palácio Itamaraty

  • 1996 - Porto Alegre RS - Grupo de Bagé no Acervo do Margs, no Margs

  • 1996 - Porto Alegre RS - Grupo de Bagé: gravura e atualidade, no Centro Municipal de Cultura

  • 1996 - Porto Alegre RS - Grupo de Bagé: pintura e atualidade

  • 1996 - Bagé RS - Grupo de Bagé: retrospectiva de gravura, no Museu da Gravura Brasileira

  • 1996 - Belo Horizonte MG - Impressões Itinerantes, no Palácio das Artes

  • 1997 - São Paulo SP, Porto Alegre RS - Exposição do Acervo Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

  • 1997 - Rio de Janeiro RJ - Poemas Visitados, no Espaço Cultural dos Correios

  • 1998 - Belo Horizonte MG - Emmanuel Nassar, Leda Catunda, Marcos Benjamim, na Kolams Galeria de Arte

  • 1998 - Niterói RJ - Espelho da Bienal, no MAC/Niterói

  • 1998 - Rio de Janeiro RJ e Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

  • 1998 - São Paulo SP - Impressões: a arte da gravura brasileira, no Espaço Cultural Banespa

  • 1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand-MAM/RJ, no Masp

  • 1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras, na Galeria de Arte do Sesi

  • 1999 - Rio de Janeiro RJ - Inverno com Muita Arte, na Galeria Atualidades Oscar Seraphico

  • 1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: Acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

  • 2000 - São Paulo SP - Almeida Júnior: um artista revisitado, na Pesp

  • 2000 - Lisboa (Portugual) - Brasil 500 Anos. Arte Contemporânea, na Fundação Calouste Gulbenkian

  • 2000 - Rio de Janeiro RJ - Quando o Brasil era Moderno: artes plásticas no Rio de Janeiro de 1905 a 1960, no Paço Imperial

  • 2001 - Uberlândia MG - Gravuras Brasileiras do Acervo do MUnA: anos 60, 70 e 80, no MunA
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